A Mantiqueira tem montanhas que variam de mil a quase três mil metros de
altura e vales belíssimos. Lugar de ar puro e água limpa, que escorre
em cascatas e cachoeiras. É um lugar de florestas penduradas. E no meio
dela, tem uma casa colorida, encantada, onde vive o australiano
Christian Spencer. São mais de 380 espécies de aves e mais de 120 de
mamíferos espalhados por todo o Parque Nacional do Itatiaia. Inspirados
por essas companhias, Cristian e a mulher Tatiana, que é brasileira,
ganham a vida. Os dois são artistas plásticos e vivem no parque há 15
anos. Christian é também do voluntário do parque. Uma forma de retribuir
a inspiração que recebe do lugar. E por conhecer como poucos esse
pedaço da mata atlântica, Christian ajuda na proteção ambiental e no
trabalho de muitos pesquisadores. Ele filma e fotografa os bichos. E
capta cenas raras, como a dança secreta de acasalamento dos tangarás. A
equipe do Globo Repórter decide então, acompanhar Christian para
instalar as chamadas ‘armadilhas fotográficas’. Depois de mais de uma
hora de caminhada, ele encontra um lugar que parece perfeito para
instalar a câmera e conseguir imagens fantásticas dos seres da floresta. Com
o equipamento foi gravado um momento mágico do mundo selvagem. O maior
predador do parque: a temida onça parda, conhecida também por puma ou
leão baio. O macho com cerca de 70 quilos, para e, tranquilo, rola
diante da lente exibindo sua beleza felina. Um espetáculo raro e
inacreditável. A Serra da Mantiqueira generosamente se divide entre
três estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. São 500
quilômetros. Sergio Chapelin leva a repórter Rosane Marchetti para um
passeio de cavalo pela Serra da Mantiqueira. Eles visitam o bairro
rural de Itamonte, onde a comunidade vive da agricultura e produção do
leite. Também visitam a cachoeira da fragaria e seus quase cem metros de
queda d’água. Globo Repórter – Serra da Mantiqueira, 17/06/2016
É possível passar por uma crise sem perder qualidade de vida?
O
Globo Repórter viaja pela Itália para mostrar como o país enfrentou o
desemprego e os problemas na economia. A falta de dinheiro não mudou o
estilo de vida dos italianos - campeões em saúde e bem estar.
Tudo o que a terra oferece é aproveitado: até o calor que brota das profundezas.
A capital do bem- viver: como uma pequena cidade ganhou fama ensinando a população a comer sem pressa e com muito prazer.
A ilha onde a comida é assada debaixo da terra. E o segredo das receitas - mais simples e baratas.
Os vinhedos que produzem um dos melhores vinhos do mundo.
Quem perdeu o emprego na cidade ganhou qualidade de vida trabalhando na terra e na cozinha.
No mercado do futuro, todas informações na ponta do dedo.
E a cozinha do futuro - sem fogão e sem geladeira - planejada para aproveitar todos os recursos naturais.
Parque em Montenegro abriga cânion mais profundo da Europa. Igrejas com
mais de 500 anos flutuam no mar de Montenegro. País tem a sua própria
praia de Copacabana.
Globo Repórter desvenda a vida dos nômades do deserto do Saara Beduínos
e tuaregues que vivem no maior deserto quente do mundo se aventuram
entre duras temperaturas e ventos fortes diariamente.
O capitalismo, sem a devida regulamentação dos estados, não é a solução
para reduzir a desigualdade ampla entre ricos e miseráveis, como
defendido pelos apoiadores do livre mercado. A conclusão, tirada a prova
em quase 800 páginas do best-seller "Capital do século XXI", do
professor de economia de Paris Thomas Piketty, é o tema da próxima
edição do Brasilianas.org, na TV Brasil.
"Esse é um livro que
mudará a maneira pela qual pensamos sobre a sociedade e pela qual
concebemos a economia", decretou o Nobel de 2008 Paul Krugman em artigo
publicado no New York Times defendendo as conclusões de Piketty. O
francês se especializou em desenvolver técnicas estatísticas tidas como
pioneiras para tornar possível o rastreamento e concentração de renda e
de riqueza. Com isso conseguiu, segundo Krugman, revolucionar a
compreensão sobre as tendências da desigualdade em longo prazo. Até
então, as discussões sobre a disparidade econômica não considerava os
muito ricos (1%).
Piketty, conclui que, ao contrário do que se
esperava com a passagem da história, a desigualdade de renda vem
aumentando desde o final das duas grandes guerras para níveis
semelhantes ao final do século XIX, além disso a sociedade está voltando
ao "capitalismo patrimonial", quando as grandes economias eram
concentradas por dinastias. A saída que o autor apresenta para a
desconcentração de renda está na criação de uma "utopia útil", ou seja,
um imposto mundial progressivo a partir de 2% sobre o capital dos mais
ricos.
Para debater o tema o jornalista Luis Nassif recebe o
professor de economia internacional pela UFRJ, Jose Carlos de Assis, o
ex-secretário de Política Econômica, Luiz Gonzaga Belluzzo e o
ex-economista-chefe da Febraban, Roberto Luis Troster.